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"C"Extas de Cultura

Entre outubro e junho, as sextas-feiras são o lugar de espetáculos intimistas no Auditório da ESPAM, em Santo André. Os encontros acontecem uma vez por mês e sempre às 22 horas.

Festival Jazz AlémTejo

Em março, o Jazz Além Tejo traz aos nossos palcos alguns dos melhores artistas de jazz nacionais e estrangeiros. O festival internacional de jazz acontece há quase uma década em Santo André e Santiago do Cacém.

Quartas com Letras

Uma tertúlia de leitores que se reúne à volta dos livros uma vez por mês, de setembro a junho, sempre às quartas-feiras pelas 21 horas.

Bilhetes

Vila Nova de Santo André
Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”  //  02 Café

Santiago do Cacém
Auditório Municipal António Chainho  //  Pastelaria Serra

Sines
A das Artes

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Vila Nova de Santo André
Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”  //  O2 Café

Santiago do Cacém
Auditório Municipal António Chainho  //  Pastelaria Serra

Sines
Livraria A das Artes

Rita Redshoes e Bruno Santos

18 junho 2021 | 22h00
Auditório da Escola Secundária Padre António Macedo | Vila Nova de Santo André 

19 junho 2021 | 22h00
Auditório Municipal António Chainho | Santiago do Cacém

Sinopse

Uma residência bimestral, num clube de jazz na Madeira, foi pretexto para o convite dirigido à Rita, em que o propósito seria tocar repertório original da própria, passando pelos vários discos editados ao longo da última década. A particularidade do duo reside na abordagem jazzística sobre repertório essencialmente pop, mas com uma passagem por alguns clássicos do jazz e outras surpresas. O resultado é um concerto intimista e emotivo onde a guitarra e as vozes se encontram, e as melodias pairam sobre novas harmonias e cores.

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Vila Nova de Santo André
Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”  //  O2 Café

Santiago do Cacém
Auditório Municipal António Chainho  //  Pastelaria Serra

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Livraria A das Artes

Quartas com Letras

26 de maio, às 21h00

Ainda online, através da Plataforma Zoom.

A nossa proposta para o encontro do mês de maio passa por dois nomes incontornáveis da nossa literatura – Eugénio de Andrade e Miguel Torga (sugerindo, em relação a este último a leitura dos seus livros de contos). Neste mês em que, pela segunda vez, se assinalou o Dia Mundial da Língua Portuguesa, estes são dois excelentes motivos para celebrar a nossa língua.

Jazz AlémTejo 2021

ADIADO até data a anunciar (por razões de saúde pública)

Infelizmente não há condições para o Jazz AlémTejo se realizar no próximo mês Março, pelas razões que todos sabemos. Assim, fica novamente ADIADO para data a definir. Com esta incerteza vamos ter de aguardar de modo a que não tenhamos que remarcar e eventualmente tornar a adiar. A Quadricultura continua a assumir o compromisso em manter todos os grupos/músicos que estão no programa.

PERDEMOS UM AMIGO

Nasceu em Angola (M’banza Kongo), com o nome de Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos. Deixou-nos fisicamente no passado dia 10. Tinha 66 anos e era conhecido por Waldemar Bastos.

A guerra e o regime em Angola, obrigou-o à saída e por isso à diáspora. Viveu em Portugal, nos Estados Unidos, e um pouco por todo o mundo. Dizia com paixão que era português, africano de Angola e, um cidadão do mundo. E de quando em vez voltava à sua terra. Tinha esperanças, que um dia, a sua terra fosse o lugar de todos os angolanos.

No período colonial chegou a ser preso pela Pide. Era um militante da justiça, da liberdade e da fraternidade entre os homens. Sonhava por uma Angola unida sem rancores, mágoas ou ressentimentos. Apenas numa perspectiva de “amor ao próximo”.

Cantou África, cantou Angola, cantou e encantou. Com quem ele privou, conheceu um homem simples, franco, crítico e generoso. Sempre com um optimismo e uma confiança, que a fé não o deixava ser diferente. Mais do que o lamento, tinha na análise crítica das coisas, um lado de confiança na construção da sociedade, assente na fraternidade entre os povos. Numa irmandade universal.

O amor e a fraternidade eram-lhe temas caros. E por isso os cantava.

O “semba” corria-lhe na raiz criadora, mas a música de Waldemar é universal. As influências múltiplas, da pop dos anos 60, à música portuguesa e, também de outros ritmos africanos e do mundo, permitiram-lhe criar um estilo próprio. Cantando em português ou em kimbundu, cantava o amor, a terra, a fé e, as coisas simples da vida. A “Velha Chica” dedicada à avó paterna é um hino. Um testemunho biográfico de um tempo a que não queria voltar.

As riquezas poética, melódica e rítmica, das suas composições, granjearam-lhe reconhecimento em todo o mundo. Por isso, foi reconhecido como um músico da chamada “World Music”. Em 1999, o jornal New York Times considerou o disco “PretaLuz”, uma das melhores obras editadas naquele período. E recebeu o prémio de “Artista do Ano” nos World Music Awards. Trabalhou com reconhecidos nomes, de Chico Buarque a Arto Lindsay, de David Byrne à Orquestra Sinfónica de Londres, com quem gravou em 2012 “Classics of my Soul”. E por isso também, tem o seu nome gravado a letras de ouro nas Músicas de todo o Mundo.

Era um amigo da Quadricultura e, foi nosso convidado em dois concertos das “Cextas de Cultura”. O último em 2016.

Perdemos um amigo e a família da música ficou mais pobre.

Quando for oportuno, e numa reconhecida e merecida homenagem, reuniremos amigos e, num grande concerto, lembraremos um dos nomes maiores da lusofonia.

Até sempre amigo Waldemar.

Jazz AlémTejo 2020

13º encontro internacional do litoral alentejano

ADIADO até data a anunciar (por razões de saúde pública)

Santiago do Cacém
Vila Nova de Santo André

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Vila Nova de Santo André
Biblioteca Municipal Manuel José “do Tojal”  //  O2 Café

Santiago do Cacém
Auditório Municipal António Chainho  //  Pastelaria Serra

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geral@quadricultura.pt

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